quinta-feira, 24 de junho de 2010

"Não estamos mais no Kansas"

Ai, quanto tempo sem postar... mas cá estou de novo! Tantos assuntos... mas vou continuar na linha Sex and The City 2, pois, provavelmente, não há série que transmita melhor a nossa amizade: conversas, risos, mais risos...
A continuação do primeiro filme, originado da série, tem sua maior parte centrada na viagem ("aventura" seria a palavra mais apropriada, mas, como ainda estou começando a falar, fiquemos com "viagem") das quatro amigas para Abu Dhabi, um dos sete Emirados Árabes. Na verdade, o maior dos sete Emirados Arábes. Um país que cresceu graças ao petróleo e, como é possível perceber pelo filme, apresenta um grande contraste entre riqueza (muuuuita riqueza) e pobreza, acompanhado por uma cultura muito tradicional.
Antes de escrever este texto, procurei matérias sobre Abu Dhabi e percebi como conheço pouco os Emirados Árabes, um assunto realmente interessante! Acho que não sou a única... nossa cultura ocidental, muitas vezes, nos cega para alguns lugares do mundo, infelizmente. É um grande mérito de Sex and The City 2 nos mostrar um pouco daquela cultura tão diferente da nossa, especialmente pelo fato de o filme não ter se limitado aos aspectos glamurosos (ainda que os tenha mostrado muito, o que deixa a todos os fãs felicíssimos, diga-se de passagem...), mas ter tratado também do choque de culturas que pode acontecer quando ocidentais típicos se encontram no país. Principalmente quando são aquelas quatro meninas ocidentais: Carrie, Charlotte, Miranda e Samantha. Então a "viagem" realmente se torna "aventura"! Como a Samantha sofreu com o choque de culturas! Para quem não conhece a série, Samantha é uma mulher moderna, solteira e que gosta excessivamente de conhecer muitos homens. Em Abu Dhabi, sexo se mantém um tabu e as mulheres devem andar com burcas, fortemente subordinadas aos homens, bem como não são permitidas maninfestações de afeto em público, sendo proibido até mesmo que um homem e uma mulher se abracem publicamente. Samantha não conseguiu se adaptar a essa cultura, mas o desenrolar das confusões em que essa inadequação culminou, deixo para que vocês descubram no filme.
Há também outro aspecto positivo apresentado nessa continuação de Sex and the City, ainda sobre as relações entre os sexos masculino e feminino em Abu Dhabi. A história mostra que, as mulheres, por mais submissas que possam parecer, são sim mulheres modernas e que sabem o que querem. A mensagem passada pelo filme é de que a submissão é, na verdade, uma tradição cultural e religiosa, que, com as transformações sociais, tem sido cada vez mais questionada, ainda que com os limites tradicionais, respeitados pelas próprias mulheres.
Além desses aspectos culturais, que podemos observar no filme, descobri, enquanto pesquisava sobre Abu Dhabi, que o país tem uma das melhores faculdades dos Emirados, sendo um centro de excelência em tecnologia e ciências biológicas. Além disso, sua arquitetura também demonstra o avanço tecnológico do país, acompanhado pelas permanências históricas, construindo-se um contraste entre o novo e o velho incrível! Por fim, percebe-se que Abu Dhabi tem crescido não apenas internamente, mas também em seu reconhecimento internacional, afinal, ser a ambientação principal de uma produção como Sex and the City é realmente uma grande propaganda para o Estado, que, atualmente, sedia também uma das etapas da F1.
Para aqueles que também se interessarem por Abu Dhabi, recomendo assistir Sex ant the City 2, pois é quase impossível sair do cinema sem se encantar pelo país, e, aos que já assistiram, recomendo este site (Abu Dhabi Tourism). Em um link com o assunto anterior dos mochilões, até me ocorreu como ideia percorrer os Emirados Árabes, estudando bastante a cultura de cada um dos Estados previamente, só por garantia. Hahaha =)

As meninas de Sex and the City no deserto em Abu Dhabi. Vale ressaltar que o país também tem praias incríveis!

Eu pretendia falar sobre a Copa hoje também, porque se tem um assunto sobre o qual tenho falado é a Copa, mas já falei tanto sobre Abu Dhabi que agora só posso torcer para poder postar novamente o mais rápido possível e ainda a tempo de comentar sobre a Copa! Por enquanto, ficarei apenas manifestando o meu apoio à seleção, que, amanhã, mostrará aos portugueses que, eles podem ter vencido a Coréia do Norte de 7 a 0, mas não fizeram gol algum contra a Costa do Marfim e nós fizemos TRÊS! VAMOS, SELEÇÃO!

Espero voltar em breve e que vocês estejam acompanhando e gostando do blog! ;D

segunda-feira, 7 de junho de 2010

“Homens, bebês...não importa. Somos almas gêmeas.”

Eu sou apaixonada por filmes e livros. Se eu passar por uma livraria eu com certeza vou entrar e passar horas lá. Assim como eu adoro ir à estréias de filmes. Tem gente que detesta, mas eu particularmente acho o máximo. Como eu tenho inúmeras críticas a fazer sobre filmes e livros, sempre que me interessar eu postarei aqui.
Por isso não tinha como não falar sobre “Sex and The City 2”. Primeiro que é um seriado que eu gosto muito, e como minha mãe tem uma queda pelo “Big”, eu tenho praticamente todas as temporadas. Segundo que nós, donas do blog, nos identificamos com as personagens e isso fez com que a gente ficasse imaginando como será nossa amizade no futuro. Portanto, nós tínhamos que falar sobre o segundo filme aqui, no nosso espaço.
Basicamente, a continuação, que chegou aos cinemas recentemente, é MUITO melhor. O primeiro foi bom, mas esse superou. As quatro viajando pra Abu Dhabi foi demais, o lugar é maravilhoso (não vou me estender muito nesse assunto, isso vai ser pros próximos posts). Além do que, as histórias foram bem mais divertidas, quem acompanha a série percebe como elas evoluíram sem perder a graça e o glamour.
Posso dizer que você sai do cinema com vontade de ir a um casamento gay chique, mudar o guarda-roupa (com direito a closet), comprar passagens pra NY e ainda dar uma passada pra conhecer os Emirados Árabes, e de primeira classe, fato. Muito luxo, muito, muito mesmo (acho que isso resume o filme). Preciso disso, agora!
Só não se esqueça que se você for uma pessoa bem liberal, cuidado antes de viajar pra lugares conservadores, os homens são loucos, mas as mulheres, por incrível que pareça e apesar de todos os panos as cobrindo, estão sempre ligadas nas tendências da moda norte-americana. Também se chega à conclusão de que casamento e filhos não são tão ruins assim, basta ter paciência e uma babá (de preferência feia, gorda, velha e lésbica, só uma dica).
Então eu recomendo, assistam e se divirtam. Vale a pena!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

As três perguntas fundamentais

Achei que teria mais tempo para escrever aqui, mas quem um dia disse que, depois do vestibular, tudo são flores e tudo é fácil, contou uma grande mentira. Nunca li ou escrevi tanto, mas, ao menos, não tem sido maçante. Talvez cansativo, mas não entediante e nem de longe desinteressante, o que estimula muito a vontade de percorrer o longo caminho até alcançar a tão esperada carteira da OAB.
Mas isso é outra história! Aqui o assunto é um dos quais têm despertado muito o meu interesse, assim como comentou a Bruna: a realização de um mochilão. Conversando com alguns amigos, minha certeza de que uma viagem desse tipo poderia ser uma experiência incrível se intensificou e minha vontade de, um dia, viajar por diversos lugares, conhecendo-os e me divertindo se tornou ainda maior!
O impasse que se coloca para mim, a respeito dessas viagens, além de "para onde ir?", como disse a Bruna, é "quanto economizar para viajar?" e também "com quem ir?". Três perguntas que, juntas, quase formam as três questões fundamentais da economia (o que, quanto e para quem produzir, como aprendi para a prova dessa semana (momentos nerds estão cada vez mais frequentes, vamos abstrair...). Uma viagem tão longa como um mochilão deve ser muito planejada, pois os imprevistos sempre acontecerão, mas talvez possamos reduzi-los e atenuar as possíveis mudanças traumáticas de planos. Ou não. Ainda assim, planejar é mais do que necessário para que a viagem aconteça com conforto e diversão, acima de tudo!
Calcular os gastos é imprescindível! Já imaginou faltar dinheiro quando estiver longe de qualquer um que possa oferecer socorro? Saber quem serão os companheiros de viagem também é essencial, afinal, dividir quarto, decidir roteiros e, principalmente, ter sempre alguém em quem se possa confiar no companheirismo faz parte da construção de boas memórias de uma viagem. A parceria se torna ainda mais importante quando lembramos que podem acontecer tensões por motivos diversos, em que apenas a amizade pode funcionar como mediadora. Tensões que podem surgir em uma viagem e em qualquer momento da vida e me fazem defender sempre que um dos principais valores existente nos relacionamentos entre as pessoas é o companheirismo.
Àqueles que também se interessarem pelo assunto, há um site com diversas dicas para mochileiros, é só clicar aqui! A quem já está programando sua viagem, boa sorte e boa viagem! Espero voltar a falar aqui sobre este assunto comentando o meu mochilão, a minha mistura no mundo tão cheio de pessoas e culturas, embora não saiba quando isso acontecerá ainda! =)

Talvez, no meu mochilão, eu prefira um pouco mais de conforto que uma mochila nas costas e albergues aventureiros... quem sabe uma malinha prática e uns hotéis baratinhos já não sejam suficientes, né? ;)

domingo, 25 de abril de 2010

Sem destino

Apesar da minha nula experiência neste tema, a vontade que tenho de fazer uma super viagem pelo mundo, apenas com uma mochila nas costas e algumas amigas, é enorme. Semana passada saí com alguns colegas e começamos a conversar e planejar uma grande viagem, fiquei tão entusiasmada com o assunto que resolvi postar sobre ele.
Um mochilão é algo totalmente diferente daquela viagem convencional com os nossos pais ou com excursões nas quais temos um roteiro perfeitamente traçado por outras pessoas para seguirmos. Em um mochilão somos nós mesmos que temos que decidir o que iremos fazer.
Por isso parei pra pesquisar na internet dicas para se fazer um mochilão e acabei me deparando com um grande problema: PARA ONDE IR? Na minha opinião, esta é a parte mais complicada. Sempre pensei em fazer um mochilão pela Europa Ocidental: conhecer a Holanda, Suíça, Bélgica etc. No entanto, li alguns blogs e percebi que pessoas que foram para Europa Oriental se apaixonaram. Também tem a Ásia com o Taj Mahal, o Himalaia e a Grande Muralha, a Oceania com suas ilhas maravilhosas e a América do Sul, que foi o lugar pelo qual mais me encantei. Fiquei imaginando que demais deve ser uma viagem que nem a do Che – já viram "Diários de Motocicleta"? - para conhecer toda a America do Sul de carro. Tá, isso é algo bem diferente dos planos que eu tinha e algo muito mais aventureiro do que eu pretendia.
O mundo é enorme e existem vários destinos incríveis que podemos escolher, e cabe a cada um escolher o que mais se encaixa com a sua personalidade e vontade.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ajudando na chuva

Encontrar um assunto sobre o qual escrever no blog se mostrou uma tarefa mais difícil do que pensávamos, como disse a Jessica. Não por falta de temas, mas por excesso (bom, nunca escondemos a razão para o nome do blog...). Um assunto, no entanto, despertou a nossa atenção e do mundo inteiro nesta semana: as chuvas no Rio. Nesta semana que, felizmente, está acabando. Digo "felizmente", porque costumamos ter a impressão de que novos dias podem trazer acontecimentos melhores, substituir momentos antigos que nos fizeram sofrer. O que não podemos é esquecer a tristeza nos dias de esperança. Pelo contrário, temos que construir as transformações que queremos com base naquilo que não quisemos, ou seja, não podemos esquecer a tragédia em momento algum para, assim, ajudarmos àqueles que dela foram vítimas.
Pensei em escrever aqui sobre como considero um equívoco buscar culpados para a catástrofe que se instalou, mas, depois, percebi que a crítica poderia ser interpretada como uma defesa ou acusação puramente política, o que, de forma alguma, seria. Assim, prefiro escrever sobre a importância de que nos solidarizemos com as vítimas e não esqueçamos o caos que se instalou no estado do Rio de Janeiro nesta segunda semana de abril de 2010, pois grande parte das dimensões tomadas por essa tragédia foi resultado do esquecimento de tragédias anteriores. Esquecimento ou meramente abandono por parte de autoridades que, por anos e anos, deixaram o Rio por si só. Mudar o rumo em que a cidade e o estado foram colocados por aquelas não é fácil ou rápido, mas jamais impossível. Nos últimos anos, o Rio voltou a ter sua importância gradualmente reconhecida, embora estejamos vivendo esta tragédia, reflexo de um descaso ainda mais passado. Nosso papel como sociedade deve ser ajudar àqueles que precisam e manter a cobrança da atenção merecida dos atuais governantes, para que o Rio não seja mais abandonado, como o foi por tantos anos.
Esta foto foi tirada a 1:40 da manhã, mostrando o caos que se instalou em uma das principais ruas da Tijuca devido às chuvas. Motoristas abandoram seus carros, que foram invadidos pela água devido à permanência da chuva pesada. Se a situação se tornou grave em meio a uma aparente infra-estrutura, o que dizer dos locais em que as atenções são reduzidas?

É possível que o terceiro texto desta série sobre as chuvas, não seja a respeito das chuvas (oi?), pois os assuntos têm surgido e nossa vontade de escrevê-los tem ultrapassado nosso tempo de postagens. Assim, paro por aqui com o pedido de que todos se esforcem para ajudar às vítimas das tragédias, doando o que puderem nos postos de arrecadação mais próximos de suas casas. Na cidade do Rio de Janeiro, é possível doar em todos os batalhões da Guarda Municipal, além de outro pontos como escolas municipais, estaduais, particulares e universidades (CONFIRA AQUI ONDE E O QUÊ DOAR).
É uma tentativa para que possamos ou economizar em arcas de "2012" (nunca se sabe...) ou (e esta sim é a meta!) poder salvar muito mais do que qualquer número de barcas poderia. Vamos ajudar!

[Muito obrigada pelos comentários! Além de nos deixarem muito felizes, são um grande ânimo para que continuemos escrevendo. Continuem nos acompanhando, para descobrir a verdade do que pensamos (a verdade de quem somos em cada texto é possível descobrir logo abaixo das postagens, em "postado por" ;D)!]

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Nadando na chuva

Primeiramente eu queria dizer que estou muito contente de ter um blog. Nunca tive oportunidade de ter e agora que tenho estou achando super legal, todos deveriam fazer.
Enfim, como vocês puderam perceber pelo primeiro post, nós temos ideias a todo instante, por isso foi tão difícil decidir qual seria o primeiro tema que iríamos abordar aqui de três pontos de vista diferentes. Então, ontem depois da catástrofe que aconteceu no Rio, chegamos a um consenso e decidimos falar sobre esse assunto que está sendo repercutido pelo mundo todo. Meu objetivo não é falar o óbvio, mas sim amenizar um pouco os motivos de tanta tristeza.
De uma hora pra outra a nossa cidade que é conhecida por maravilhosa, famosa pelas praias, pelo sol, pelo calor, pelos biquinis e pelas bundas de fora, ontem conheceu um lado bem mais sombrio, que muitos de nós não conhecíamos. Chuva, muita chuva, e não foi uma chuva de verão qualquer, foi um dilúvio totalmente imprevisto. Transformando o asfalto em uma piscina e fazendo o filme "A Pequena Sereia" parecer bem real, tudo debaixo d'água. A saída foi largar tudo e tentar se salvar. Botes foram muito requisitados, e até apareceram uns retardados surfando, deprimente.
Não teve assunto mais comentado que esse o dia inteiro. Todos não queriam e nem conseguiam sair de casa. Medo foi uma palavra muito utilizada. Jornais, televisão, internet, todos os meios de comunicação só falavam disso. No twitter "chuvas no rio" foi o tópico mais comentado. Pessoas revoltadas, falando mal do governo, pedindo ajuda, enfim, o caos total. Umas até chegaram a falar que era o fim do mundo. Sério, alguém acredita mesmo que o mundo vai acabar em 2012?? Ou com tanta coisa acontecendo acham que os Maias erraram por 2 anos??
O que eu tenho certeza é que ainda quero viver muito e se não tiver jeito a boa mesmo é começar a construir logo aquelas arcas do filme 2012 e salve-se quem puder!!!
PS: Não deixem de acompanhar os próximos posts.


sexta-feira, 19 de março de 2010

Por que fazer um blog?

Talvez nós mesmas nos perguntemos por que criar um blog. Somos três amigas recém-formadas no Ensino Médio, logo, com uma bagagem de vida considerada não tão extensa. Será uma pretensão nossa entrar em mundo virtual tão frequentado por escritores consagrados, pensadores, mestres, entre tantos outros profissionais de sucesso? Possivelmente, sim. Por outro lado, temos pensamentos em formação, que borbulham em nossas cabeças a todo instante.
Acreditamos que, com este blog, poderemos apresentar essas ideias não apenas entre nós mesmas, mas para (esperamos!) muitas outras pessoas. Buscaremos essa qualidade a partir da condição de que, embora sejamos amigas e tenhamos bastantes pontos em comum, podemos divergir sobre alguns aspectos, buscando garantir visões variadas e democráticas.
O nome "Ops, falei demais!" foi escolhido por sermos três meninas, que convivem desde a adolescência e, como todos que já passaram por esse período da vida, costumamos falar muito! Junto à tagarelice, há a dificuldade em terminar assuntos, já que são tantas coisas a serem ditas e uma sempre leva a outra...
Esta é apenas nossa apresentação. Como o grande Guimarães Rosa, acreditamos que "o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia". Assim, este texto será somente a porta para o que escreveremos aqui, pois o real só saberá quem nos acompanhar!
Pretendíamos escrever um texto rápido de estreia, mas, como de praxe, ops, falamos demais! Leiam e divirtam-se!
Voltaremos em breve,
Bruna, Dandara e Jessica (postando juntas) =)